sábado, 3 de janeiro de 2026

Cheiro de vida

Ainda sinto o teu calor,

A tua boca a explorar o meu corpo,

Desbravando, delicadamente,

Um território novo

De cada pedaço de mim.

Uma sensação "esquisita",

Cheiro de vida,

E de tudo aquilo que nela habita.


Maestro de plantas, 

Sou a tua margarida...

O meu animal estremece,

Quando pensa no fogo que lanças

E invade as entranhas da minh'alma,

Que ao som do teu encanto, balança.

É pele com pele, amálgama,

Uma verdadeira dança.


Isso aqui é terra molhada,

Vida pulsante,

Desejo borbulhante,

Um abundante (a)mar.

Nem tudo se pode controlar,

Não há nada a perder,

Nem mesmo o tempo,

Não me interessa jogar.

Vamos juntos por essas águas navegar?

Que seja o teu eu o meu lugar!


Não há ontem nem tampouco amanhã.

Eis-me aqui desarmada,

Quero te desfrutar,

Na minha boca sentir o teu doce sabor,

Entrelaçar cada fio dos nossos cabelos,

Arrepiar cada minúsculo pelo (de amor).


Vem sem temor!

Superemos os fantasmas da dor.

Apaixonada (já) estou...

Olha lá! 

A lua está cheia, selvagem, linda.

Sigamos no compasso da nossa própria rima.

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