Ainda sinto o teu calor,
A tua boca a explorar o meu corpo,
Desbravando, delicadamente,
Um território novo
De cada pedaço de mim.
Uma sensação "esquisita",
Cheiro de vida,
E de tudo aquilo que nela habita.
Maestro de plantas,
Sou a tua margarida...
O meu animal estremece,
Quando pensa no fogo que lanças
E invade as entranhas da minh'alma,
Que ao som do teu encanto, balança.
É pele com pele, amálgama,
Uma verdadeira dança.
Isso aqui é terra molhada,
Vida pulsante,
Desejo borbulhante,
Um abundante (a)mar.
Nem tudo se pode controlar,
Não há nada a perder,
Nem mesmo o tempo,
Não me interessa jogar.
Vamos juntos por essas águas navegar?
Que seja o teu eu o meu lugar!
Não há ontem nem tampouco amanhã.
Eis-me aqui desarmada,
Quero te desfrutar,
Na minha boca sentir o teu doce sabor,
Entrelaçar cada fio dos nossos cabelos,
Arrepiar cada minúsculo pelo (de amor).
Vem sem temor!
Superemos os fantasmas da dor.
Apaixonada (já) estou...
Olha lá!
A lua está cheia, selvagem, linda.
Sigamos no compasso da nossa própria rima.
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